domingo, 27 de novembro de 2016

Acredite, Estou Mentindo - de Ryan Holiday


Acredite, Estou Mentindo - Confissões de um Manipulador de Mídia - Ryan Holiday

Acredite, Estou Mentindo, de Ryan Holiday, é um olhar sobre o lado obscuro da mídia e um guia de como explorá-la e evitar ser manipulado por ela.
Descubra como funciona o jornalismo atual, cada vez mais focado em cliques e visualização de páginas do que com a autenticidade da informação. Sites de pouca credibilidade conseguem influenciar a pauta e os noticiários dos veículos maiores, criando um círculo vicioso que se autoalimenta de boatos e notícias insignificantes. Este livro mostra em detalhes como manipular o ciclo de notícias online, plantar uma história dentro de um grande site de notícias e como fazer essa história aparecer na TV, em rede nacional. É relativamente fácil quando se conhece as regras do jogo.

O Obstáculo é o Caminho - Ryan Holiday

Outra recomendação para quem deseja se auto-desenvolver: O Obstáculo é o Caminho, de Ryan Holiday.

Kindle PaperWhite

Não é uma recomendação de livro, mas vale muito ter um Kindle PaperWhite.

Comunicação em Prosa Moderna - Othon Garcia

Recomendação de livro que vale ter na estante: Comunicação em Prosa Moderna, de Othon Garcia (edição atualizada) Comunicação em Prosa Moderna, de Othon Garcia (edição atualizada):

domingo, 16 de outubro de 2016

Por uma antropologia da mobilidade



"As noções de centro, de periferia e de fronteiras estão em crise.
O mundo contemporâneo nos confronta com uma série de paradoxos que se apresentam como desafios para o pensamento e para a ação política. O paradoxo espaço-temporal, o paradoxo da perenidade do presente, o paradoxo espacial e social (nunca os enclausuramentos foram tão numerosos como nesse mundo em que tudo circula e uniformiza-se), o paradoxo da riqueza e da pobreza e o paradoxo da ciência que avança apenas para uma elite. A ideologia do sistema da globalização está ancorada na aparência, na evidência e no presente. Com isso, temos uma tríplice aceleração dos conhecimentos, das tecnologias e do mercado. Vivemos uma fase de mobilidade sobremoderna, isto é, uma fase de desterritorialização e individualismo na cidade-mundo ou na metacidade virtual. O que é uma fronteira? A fronteira assinala a necessidade de aprender para compreender. O saber científico sempre tem novas fronteiras como horizonte. Vivemos a era em que a consciência planetária faz-se premente. E nestes tempos, a instabilidade é a versão obscura da mobilidade. A urbanização exprime, então, todas as contradições do sistema da globalização, do qual se sabe que seu ideal de circulação de bens, ideias, mensagens e seres humanos está submetido à realidade das relações de força que se exprimem no mundo. Essas zonas que são a face invisível da mundialização, ou ao menos, a face que não podemos, não queremos e não sabemos ver. A cegueira dos olhares. Vivemos num mundo de imagens, onde é a imagem que sanciona e promove a realidade do real. O escândalo do turismo. As paisagens (incluídas as ruínas) tornaram-se um produto como qualquer outro. O turismo contemporâneo é uma experiência que se inscreve num todo que privilegia a ubiquidade e a instantaneidade: não importa o quê, mas o imediato. A ideia da viagem está, ela mesma, arruinada, mas essa ruína, longe de evocar um tempo qualquer "puro", nos reenvia à nossa história contemporânea, que não acredita mais no tempo. E o turista burguês quer se sentir em casa, mesmo quando está em outro lugar. Já o etnólogo submete sua identidade à prova dos outros, ele viaja para fora dele mesmo, abstraindo-se tanto quanto possível de si mesmo. Pensar a mobilidade. Vivemos uma crise de consciência contemporânea e vivemos a incapacidade de conduzir a história. O pensamento contemporâneo está preso na armadilha de uma aceleração que o entorpece e o paralisa. Precisamos urgentemente de um mundo humano. Em toda verdadeira democracia, a mobilidade do espírito deveria ser o ideal absoluto, a primeira obrigação. A mobilidade no espaço permanece um ideal inacessível a muitos, enquanto é a primeira condição para uma educação real e uma apreensão concreta da vida social. A prática democrática deveria ser inspirada pela mobilidade dos corpos e dos espíritos. Nós precisamos da utopia. Precisamos da utopia, não para realizá-la, mas para tê-la conosco e nos dar assim meios de reinventar o cotidiano. Emitir hipóteses e reconciliar a dúvida e a esperança. Mais do que nunca temos necessidade das duas. É preciso aprender a sair de si, a sair de seu entorno, é preciso promover o indivíduo transcultural, aquele que não se aliena em relação a nenhuma cultura pois tem interesse em todas as culturas do mundo."







terça-feira, 8 de setembro de 2015

Quando as Águas Mudaram

Uma Fábula sobre Mudanças







"Certa vez, Khidr, o professor de Moisés, fez um alerta à humanidade. Numa determinada data, todas as águas do mundo, menos as especialmente reservadas, desapareceriam. Em seguida seriam substituídas por uma água diferente que deixaria os homens loucos. Apenas um homem entendeu o significado desse aviso e guardou uma certa quantidade de água num lugar seguro, esperando acontecer a mudança. Na data indicada os rios deixaram de correr, os poços secaram e o homem que tinha entedio, vendo tudo isso acontecer, foi para o seu esconderijo e bebeu da água reservada. 
Quando viu, do seu posto seguro, que as cachoeiras estavam novamente correndo, ele voltou ao convívio dos outros filhos dos homens, observando que eles agora pensavam e falavam de outra maneira totalmente diferente, mas não se lembravam do que tinha acontecido, nem de terem sido avisados. Quando tentou falar com eles, percebeu que o julgavam louco, e se mostravam hostis ou compadecidos, mas não o compreendiam. No início ele não bebia da nova água, voltando ao seu esconderijo todos os dias para se abastecer nas suas reservas. Finalmente, não suportando mais a solidão em que a sua vida tinha se transformado, porque ele se comportava e pensava diferente de todo mundo, resolveu beber da nova água.
Bebeu e se tornou um deles. Depois não lembrou mais da sua reserva especial e passou a ser visto como o louco que havia milagrosamente recuperado a razão."





quinta-feira, 3 de setembro de 2015


A Cerimônia do Chá é "um caminho de vida". Quem disse isso foi O Grande Mestre da Escola de Chá Urasenke, Housai Genshitsu Sen, no prefácio d'O Livro do Chá, de Kakuzo Okakura em sua versão brasileira.

Um livro pequeno e simples sobre o Chá, mas poderoso, é O Livro do Chá de Kakuzo Okakura.
"Aqueles incapazes de sentir em si mesmos a pequenez das coisas grandiosas tendem a ignorar nos outros a grandiosidade das coisas pequenas." 
Essa é apenas uma das várias colocações que me impressionaram nesse livro.
Tive a oportunidade de participar de uma Cerimônia do Chá através da Escola de Chá Urasenke em SP e achei bem interessante. É um processo de aquietação interna interessante porque todos estão juntos colaborando para essa atmosfera de paz e gentileza. É difícil explicar com palavras. Deixo para que pessoas mais experientes e inteligentes o façam.

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